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livros
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literatura
Por trás dos muros / Arte-fábulas , Rio de Janeiro, Brasília, 1976. 78 p.
Vôo livre . Rio de Janeiro, Cátedra/INL, 1982. 126 p.
A maçã mordida . Contos. Rio de Janeiro, Numen, 1992. 158 p.
Sexameron . Novelas sobre casamentos . Rio de Janeiro, Relume-Dumará, 1997. 113 p
Estranha aparição . Rio de Janeiro, Rocco, 2000.
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POR TRÁS DOS MUROS/ARTE-FÁBULAS. Contos. Rio
de Janeiro, Brasília, 1976. 
Este livro de contos é profundamente comprometido com as invenções
vocabulares e a ruptura do discurso lógico-discursivo da década de 1970.
Inspira-se na linguagem de Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Virginia
Woolf e outros modernistas. As histórias abandonam o relato cronológico
linear e lançam-se em experiências visuais e discursivas onde o personagem
principal é a palavra e o discurso beira o imaginário e por vezes a loucura.
O lado humorístico mais forte está no conto "O mestre Radin e seu
falso cadafalso", que também saiu publicado na revista Ficções
(Rio de Janeiro).
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VÔO LIVRE. Contos. Rio de Janeiro, Cátedra; Brasília,
INL, 1982.
Estes contos pretendem abarcar a aventura, a viagem, a descoberta, mas
um deles também incursiona por um imaginário fim do mundo, após a bomba
atômica. O foco principal recai na dificuldade de relacionamento
entre as pessoas, chegando ao paroxismo em "Manuscrito de um homem
só". Como o título já diz, o conto, em primeira pessoa do singular,
relata a solidão do homem no século XX, onde muitas vezes assiste-se à
desintegração da personalidade e da capacidade lógico-discursiva. O livro
procura apresentar uma crítica da sociedade contemporânea à luz do humanismo
e da existência criativa de seus personagens.
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A MAÇÃ MORDIDA. Contos. Rio de Janeiro, Numen,
1992. 
O conto que dá título à coletânea dá o tom da obra, que é abertamente
fantástico, surrealista ou pós-moderno, conforme se prefira intitular
este estilo. Ele apresenta fortes características cinematográficas, visuais,
sígnicas. Pretende acompanhar o narrado através da ação, que se passa
na mesma velocidade que o pensamento. Não há aprofundamento descritivo
dos personagens, porque na sociedade contemporânea não há tempo para parar
e pensar. Aventuras, impasses, escolhas, mergulho no inconsciente, no
sonho, no delírio, na fantasia se sucedem. A palavra que resume a forma
de narrar do livro poderia ser "pós-moderno".
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SEXAMERON. Novelas sobre casamentos.
Rio de Janeiro, Relume-Dumará, 1997.113 p. 
Seis contos, um Preâmbulo, uma Despedida e uma Nota do Editor do Manuscrito
que visam a recapturar, em estilo fantástico-surrealista, a vida nas últimas
décadas do século XX e um possível fim do mundo. Refugiados num castelo
do alto do Humaitá, seis jovens, rapazes e moças, contam-se estórias do
tempo mágico em que viviam na cidade do Rio de Janeiro, desfrutando de
aventuras e prazeres, em face da ameaça de uma peste que possivelmente
destruirá o mundo. Deixam como vestígio este manuscrito recuperado de
forma inusitada. O estilo retoma o Decameron, clássico renascentista
de Boccaccio, por vezes através da paráfrase (Prólogo e Despedida), e
pela adoção de nomes gregos por parte dos personagens. E também o Heptameron,
de Margarida de Navarra, que se inspirou naquele. Os contos buscam recuperar
o perfil da novella italiana, que na época tecia diversos relatos
com uma unidade temática e narracional. Através de uma leitura parodística
e satírica, propõe-se a revelar a vida envolvida em sexo, prazer e futilidades
que fazem parte do cotidiano decadentista do final de nossa era.
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ESTRANHA APARIÇÃO. Rio de Janeiro, Rocco,
2000.
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