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livros
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ensaios
Tradição e ruptura: O Guesa de Sousândrade. São Luís, SIOGE, 1979. 101 p.
Épica e modernidade em Sousândrade , São Paulo, EDUSP; Rio de Janeiro, Presença, 1986. 201 p.; 2ª ed. Rio de Janeiro, 7Letras, 2005. 238 p.
Crítica sem juízo . Ensaios. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1993. 259 p.
Guia de escritoras da Literatura Brasileira. Rio de Janeiro, EDUERJ / FAPERJ, 2006. 289 p.
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ÉPICA E MODERNIDADE EM SOUSÂNDRADE.
Rio de Janeiro, Presença; São Paulo, EDUSP, 1986.
Esta obra propõe uma biografia definitiva dos fatos da vida de Joaquim
de Souza Andrade, autor romântico maranhense, cujos dados se perderam
ao longo de suas vicissitudes, viajando pela Europa, Estados Unidos (15
anos) e América do Sul. Tal biografia rediscute algumas análises apresentadas
por Augusto e Haroldo de Campos em (Re)visão de Sousândrade, e
relendo toda a bibliografia pertinente, uma vez que originalmente se tratava
de uma tese de doutorado, apresentada na University of South Carolina,
em 1978.
Além disso, o livro apresenta, numa leitura comparativa, um levantamento
do Romantismo, do Simbolismo, incursionando pelo pré-modernismo, mostrando
as relações e antecipações de Sousândrade com relação a esses movimentos
literários, e seu pioneirismo em alguns deles.
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CRÍTICA SEM JUÍZO. Luiza Lobo. Rio
de Janeiro, Francisco Alves, 1993. 259 p. 
Coletânea de ensaios publicados desde 1970, em revistas especializadas,
jornais, anais de congressos. "Virginia Woolf o romance e
as mulheres" foi publicado em O Globo, a 31 de janeiro
de 1970, p. 9, sendo o primeiro trabalho ensaístico da autora. O livro
divide-se em três partes: I Mulher e Literatura, II Transgressão
e humor na Literatura e III Negritude e Literatura. Na parte I,
concentram-se ensaios sobre Virginia Woolf, a ficção impressionista e
o fluxo da consciência e sobre Ana Cristina César, além de um ensaio que
saiu em diversos periódicos especializados e freqüentemente citado: "Dez
anos de literatura feminina brasileira". Na parte II encontram-se
ensaios sobre Machado de Assis, Sousa Andrade (conhecido como Sousândrade),
Gonçalves Dias, Walt Whitman, Guimarães Rosa, Jorge de Lima; na parte
III há ensaios sobre Maria Firmina dos Reis, a primeira escritora negra
do Brasil, que escreveu o primeiro diário de mulher no país e o primeiro
autor de romance abolicionista; sobre Carolina Maria de Jesus e sobre
o grupo negro Quilombhoje, de ão Paulo.
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O HAIKAI E A CRISE DA METAFÍSICA. Luiza Lobo.
Rio de Janeiro, Numen, 1993. 78 p. O
livro contém dois ensaios, "O pós-moderno e a crise da metafísica
ocidental" na sociedade (item 1) e na linguagem (item 2), e Encontro
Oriente/Ocidente.
O primeiro pretende discorrer sobre a crise da metafísica, visível no
panorama filosófico, das mentalidades e dos comportamentos atual, baseando-se
no livro de Jean Baudrillard L'échange symbolique et la mort, entre
outros autores, como Jacques Derrida, Sarah Kofman, Freud e Jonathan Culler.
O desenrolar da história das idéias neste final de século parece apontar
para uma crise levada ao paroxismo provocada pelo capitalismo desenfreado
apontado por este autor, que contamina a linguagem e o plano das ações
(ver Crátilo), onde ações se acumulam em séries, se repetem, simulam,
criando simulacros e falácias. O real se funde no hiperrealismo e, como
no surrealismo de Antonin Artaud, Luiza Lobo procura enxergar no ideograma
e na escrita do Oriente um caminho para fora da dicotomia insolúvel ocidental
entre natureza e cultura, concreto e abstrato.
O segundo ensaio é a publicação de uma pesquisa realizada
para apresentação de um trabalho no XIII Congresso da Associação Internacional
de Literatura Comparada no Japão, que se realizou em Tóquio, e foi publicada
nos Anais do Congresso em inglês, posteriormente (ver currículo). Pretende
recuperar a história do haicai no Japão, na França, de onde passou para
o Brasil, e assim como o seu uso no Brasil, pelos diferentes autores que
o empregaram servilmente, na forma francesa de 5-7-5 sílabas, o renovaram,
acrescentando-lhes títulos, o alteraram, suprimindo as estações do ano
e outras características, ou apenas se inspiraram nele. A partir do zenbudismo
e da utilização de "haicais" por Leminski, no pós-modernismo,
delineia-se o fundo de nonsense que é altamente inspirador para a literatura
e mostra as dissonâncias e desistências do pensamento metafísico ocidental,
que busca no Oriente novos caminhos.
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