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Guia de escritoras da literatura brasileira.

Margens na Literatura . Ensaios de Teoria e crítica. Org. Luiza Lobo e Angélica Soares. Rio de Janeiro, Numen, 1994. 200 p.

Literatura e feminismo . Propostas teóricas e reflexões críticas. Org. Christina Ramalho; Angélica Soares; Elódia Xavier; Luiza Lobo. Prefácio Simone Caputo Gomes. Rio de Janeiro, Elo, 255 p.

Literatura Comparada I. Introdução, organização, tradução, exercícios e notas. Rio de Janeiro, Coan, 1996. 127 p.

L iteratura Comparada II. Introdução, organização, tradução, exercícios e notas Rio de Janeiro, Coan, 1996. 95 p.

Modernidad y Literatura. Quito, Ed. Abya-Yala, 1997.

Revista Censives . Nantes, Universidade de Nantes / Departamento de Estudos Lusófonos / Instituto Camões / 2006, n. 1. Literatura.

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Guia de escritoras da literatura brasileira.

A publicação dês Dicionário de Escritoras Brasileiras é uma iniciativa que vai marcar não apenas a área dos estudos de gênero, mas sobretudo o exame das formas de construção da história da literatura brasileira, cujo cânone só recentemente começa a absorver obras de autoras mulheres. Aqui, temos reunidas 36 escritoras cobrindo um amplo período de tempo: de 1859 até a atualidade. Entretanto, o maior valor deste projeto não é apenas a compilação de escritoras de qualidade e veio crítico. Além da inegável importância desse aspecto, o projeto é audacioso e vai além. Nos traz através da criteriosa seleção das autoras e do estudo introdutório que acompanha o volume, a explicitação de questões fundamentais para a construção da história e da série literárias modernas. Quando sugiro aqui que tanto a seleção quanto o estudo de Luiza Lobo são práticas crítico-teóricas, não estou apenas construindo um jogo de sentido ou um falso elogio.

A leitura das 36 escritoras aqui reunidas sem dúvida ecoam em fina sintonia as questões centrais da reflexão feminista da autora. Aqui os deslocamentos do conceito de feminismo são acompanhados desde seus primórdios e discutem-se problemas como a pluralidade de cânones literários e os jogos de poder aí implícitos, a curiosa dificuldade da presença da militância política nas obras das escritoras, e, sobretudo a impropriedade de uma visão essencialista intrínseca à mulher - o tão recorrente “eterno feminino” - fator de efetivo atraso na superação do patriarcalismo ainda vigente na sociedade brasileira.

Enfim, um livro que veio para tornar-se referência na área dos estudos literários.


Faz tempo que a literatura brasileira esperava por um dicionário como este. Depois de muitos anos de trabalho contínuo, ele nos é entregue por Luiza Lobo. Professora da pós-graduação do Curso de Letras da Universidade Federal do Río de Janeiro e pesquisadora de nível 1 do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq), ela conta com um merecido reconhecimento científico no âmbito acadêmco latino-americano.

Este dicionário se dedica a documentar exaustivamente a obra de trinta e seis escritoras brasileiras de todos os tempos, rastreando e registrando os textos escritos sobre elas. Concebido a partir de uma pressuposição crítica da estética da recepção, ele se constitui desde já em um companheiro inseparável dos estudiosos e dos entusiastas das letras de autoría feminina no Brasil.

Além de servir de instrumento de consulta, tanto para iniciados como para neófitos, dada a escassa informação existente até agora sobre algumas das autoras aqui reunidas, este dicionário se revela um espaço onde se poderá também descobrir uma constelação de escritoras pouco conhecidas, proporcionando um imediato e direto contato com suas obras.

Doutra parte, ao brindar o leitor com uma exaustiva e rigrosa documentação sobre a produção textual destas escritoras, que demostra, conseqüentemente, seu peso e importância no campo literário nacional, este livro contribuirá para a reconfiguração do cânone literário brasileiro, que já não poderá deixá-las à margem por mais tempo. Neste sentido, a introdução, na qual a autora desenvolve uma inteligente análise da situação atual dos estudos sobre o feminismo no Brasil, merece especial atenção.

Luisa Campuzano

Facultade de Artes e Letras da Universidade de Havana

Programa de Estudos da Mulher da Casa das Américas

 

 
 
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MARGENS NA LITERATURA.

A publicação dês Dicionário de Escritoras Brasileiras é uma iniciativa que vai marcar não apenas a área dos estudos de gênero, mas sobretudo o exame das formas de construção da história da literatura brasileira. cujo cânone só recentemente começa a absorver obras de autoras mulheres. Aqui, temos reunidas 36 escritoras cobrindo um amplo período de tempo: de 1859 até a atualidade. Entretanto, o maior valor deste projeto não é apenas a compilação de escritoras de qualidade e veio critico. Alem da inegável importância desse aspecto, o projeto é audacioso e vai alem. Nos traz através da criteriosa seleção das autoras e do estudo introdutório que acompanha o volume, a explicitação de questões fundamentais para a construção da história e da série literárias modernas. Quando sugiro aqui que tanto a seleção quanto o estudo de Luiza Lobo são práticas critico-teóricas, não estou apenas construindo um jogo de sentido ou um falso elogio.

A leitura das 36 escritoras aqui reunidas sem dúvida ecoam em fina sintonia as questões centrais da reflexão feminista da autora. Aqui os deslocamentos do conceito de feminismo são acompanhados desde seus primórdios e discutem-se problemas como a pluralidade de cânones literários e os jogos de poder aí implícitos, a curiosa dificuldade da presença da militância política nas obras das escritoras, e, sobretudo a impropriedade de uma visão essencialista intrínseca à mulher - o tão recorrente “eterno feminino” - fator de efetivo atraso na superação do patriarcalismo ainda vigente na sociedade brasileira.

 
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LITERATURA E FEMINISMO. Propostas teóricas e reflexões críticas. Org. Christina Ramalho; Angélica Soares; Elódia Xavier; Luiza Lobo. Prefácio Simone Caputo Gomes. Rio de Janeiro, Elo, 255 p.

18 ensaios e um prefácio compõem este livro. Ele consiste, entre outros, de ensaios de pesquisadores universitários que já há algum tempo pesquisam o feminismo e participam do grupo "Mulher e Literatura" da ANPOLL e do NIELM (Núcleo Interdisciplinar de Estudos da Mulher na Literatura da Faculdade de Letras da UFRJ):

Angélica Soares - Memória poética feminina: hierarquias em questão

Constância Lima Duarte - Nísia Floresta e Mary Woolstonecraft: diálogo e apropriação

Elódia Xavier - Para além do cânone

Helena Parente Cunha - O desafio da fala feminina ao falo falocêntrico

Luiza Lobo - A dimensão histórica do feminismo atual

Rita Therezinha Schmidt - Recortes de uma história e construção de um fazer/saber.

O livro se propõe a apresentar posições teóricas sobre o feminismo atual ou reflexões críticas sobre a literatura de autoras que, em muitos casos, deram origem ao cânone da literatura brasileira feminina no ensaio, como Nísia Floresta, ou contribuíram para ele, como Lúcia Miguel-Pereira; ou aquelas que infringiram o cânone literário patriarcal e falocêntrico vigente, e para ele propuseram inovações, como o fizeram Clarice Lispector e Adélia Prado.

 

 
 
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